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O capital humano que move a Marborges

“Causar impacto positivo na vida das pessoas que nos cercam é o que mais nos realiza”, diz Vanderlei Dias Ramos, diretor Administrativo da Marborges.

A frase resume o que a empresa chama de “licença social” para operar. Esse conceito se compõe do respeito, cuidado e importância que a empresa dá a seus mais de 1.200 colaboradores diretos.

Essa licença social é um dos principais ativos de uma companhia e o que legitima a sua presença perante as comunidades onde atua. Na prática, corresponde à capacidade de uma empresa de gerar valor para si e para a população em seu entorno.

A Marborges vem construindo essa relação há décadas e o resultado positivo pode ser percebido no dia a dia harmonioso entre funcionários e no desenvolvimento da comunidade local.

“Nós pensamos como equipe e planejamos como equipe. O comprometimento de cada um nos torna fortes e se reflete na qualidade do produto. Pensamos ainda nos dividendos. Se a empresa ganha mais, todos ganham, geramos mais empregos. Criamos um ciclo positivo em toda a região”, afirma Clóvis Azevedo Costa, diretor Industrial da Marborges.

Cerca de 25% da força de trabalho é composta por mulheres, que desempenham funções como polinização, recolhimento do fruto solto, fiscalização da colheita, funções administrativas, funções técnicas na indústria e serviços gerais.

Administrativo da Marborges – Foto: Atacama Audiovisual

Grandes histórias

Grandes personagens fazem parte da história da empresa. Um deles é o caldeireiro Jacinto Dantas Modesto, de 90 anos.

“Seu Jacinto”, como é chamado por todos, é um especialista em máquinas a vapor e foi procurado, em 1995, pelo CEO Pedro Paulo Vianna Borges, para ajudar na implementação da unidade extratora da polpa do fruto da palma. Desde aquele encontro, ele nunca mais quis deixar a empresa.

Aposentado formalmente desde 1986, Jacinto não tem intenção de parar de trabalhar. “Eu não aguento ficar parado. Eu não posso passar dois dias na minha casa em Belém, nos finais de semana, que fico agoniado. Sou muito agitado”, conta ele, que começou sua vida profissional há 74 anos, como aprendiz em uma oficina de barcos. Seu Jacinto tem sete filhos, 14 netos e 9 bisnetos.

Perguntado se é um especialista em caldeiras e máquinas a vapor, ele responde: “Minha mulher, Oneida [já falecida], dizia que as caldeiras eram as minhas namoradas. Eu gosto muito do meu trabalho e fico satisfeito de poder trabalhar aqui com o Pedro Paulo, ajudar de alguma forma. Ele é um grande companheiro!”.

“Seu” Jacinto vive na casa da sede e é querido por todos os funcionários da empresa. “Todo mundo gosta de sentar e conversar com ele, pela experiência e história de vida que tem”, conta Gilma Leal de Castro, de 47 anos, supervisora da cozinha da sede.

“Dona Gilma” planeja e executa, com duas ajudantes, todas as refeições de parte do administrativo da empresa e visitantes da fazenda.

“No meu primeiro mês na Marborges, eu trabalhei no refeitório. Gostaram do meu tempero e vim para a sede. Eu sempre tive interesse pela cozinha, mas o meu segredo é que toda a carne que preparo eu uso apenas sal grosso. Quando está quase pronta, coloco as ervas e temperos do Pará.”

Sem fazer uso de papel e caneta, Gilma pensa todo o cardápio e pede para o administrativo comprar os ingredientes e trazer toda segunda-feira, de Belém.

“Penso toda a comida para evitar o desperdício porque acho muito feio jogar fora. Também aproveito tudo que a fazenda dá, água de coco, banana, abacaxi, mandioca, açaí.” O marido de Gilma e um de seus quatro filhos trabalham na empresa.

Akel Rubens da Silva Amorim é de Benevides (cidade na região metropolitana de Belém) e já trabalhava na Marborges quando o administrativo mudou da capital paraense para a sede da empresa, em Moju. Há 14 anos na empresa, hoje ele é o coordenador da contabilidade.

“Temos muitos desafios na contabilidade, como atender as demandas da Receita Federal, que mudam regularmente. Temos de ficar atentos a portarias e normas. Também sempre orientamos o pessoal de compras para isenções que as leis nos dão, e oportunidade de créditos de acordo com as funções da empresa.”

A história de Amorim e sua família é um pouco a da Marborges. Ele conta que conheceu a mulher, Eliete, na empresa.

“Ela é da terra. Nos casamos e depois eu trouxe meu pai para trabalhar aqui de novo. Assim é a vida na Marborges, somos uma grande família e isso ajuda na parte profissional porque estamos todos juntos, querendo o melhor para empresa, o que reflete em nossas vidas. É comum ver famílias inteiras trabalhando aqui.”

São histórias de vida como essas que fazem uma empresa tornar-se verdadeiramente grande.

Colaboradores da Marborges – Foto: Atacama Audiovisual